Informações Gerais:
Data: 28/11/2017
Horário: 09h as 17h
Local: Centro de Convenções da Unicamp

Organização:
Gilberto Alexandre Sobrinho – IA

Resumo:
O Fórum articula uma reflexão sobre os domínios das artes visuais e do cinema, em perspectiva intercontinental, com interesse em evidenciar e debater questões imanentes ao pensamento estético, à criação artística e às práticas curatoriais e de produção, com foco em artistas negros. Parte-se de uma visão descolonial, para colocar no centro o pensamento e a arte que se constituem a partir das experiências diaspóricas na arte contemporânea brasileira e nos cinemas brasileiros e de países africanos de língua portuguesa. Nesse sentido, em práticas e processos artísticos diversos, questionam-se as formas da opressão e outros mundos possíveis são construídos, em fina sintonia com o passado ancestral, compondo, assim, modos de existência, resistência, sobrevivência e de criação. Termos-chave para o presente debate são o pós-colonialismo e o multiculturalismo, a identidade e a diferença, a performance de gênero, a relações étnico-raciais e as estéticas das resistências para a compreensão da arte e da cultura.

PROGRAMAÇÃO


MANHÃ

8:30h - Credenciamento

9h – Abertura

9:20h - Conferência de abertura: “Enquadramentos: arte contemporânea no Brasil e as coisas que (não) existem ou a vibração do agora.”, com Fabiana Lopes

10:15h - Mesa 01: Resistências históricas e processos de criação
Agora Somos Todxs Negrxs? - Daniel Lima
AfroTranscendências: Tempo de Cura – Diane Lima
Mediação
– Sylvia Furegatti

12h - Almoço

 TARDE

14h  - Mesa 02: Dos cinemas negros da África e do Brasil: resistência, tradição, insurgência e a circulação dos produtos audiovisuais 
Nostalgia, luto e melancolia em 40 anos de produção sobre e nos Países de Língua Oficial Portuguesa - Carolin Overhoff Ferreira
Diversidade e inovação no audiovisual - É possível um cinema negro nacional e popular? – Noel Santos Carvalho
A Experiência da Frente 3 de Fevereiro – Daniel Lima
A magia da mulher negra: poéticas e estéticas na perspectiva das cineastas negras – Kênia Freitas
Mediação: Karla Bessa
Intervenção: PERFORMANCE “PISANDO EM OVOS” com Andrea Mendes e Alessandro Oliveira

17h – Encerramento

Apoio:
Graduação em Comunicação Social – Midialogia IA

Mini currículos dos palestrantes:

Alessandro Oliveira é performer, produtor cultural e sociólogo. Concluiu recentemente Pós-Doutorado (PNPD – CAPES) sobre performance queer e atualmente pesquisa performance indígena.

Andrea Mendes Andrea Mendes é arte educadora, artista visual, curadora e militante do movimento negro, desenvolve pesquisas sobre raça e gênero na performance, é membro dos Coletivos Ponto de Cultura Ibaô, Elas e nós, Preta Performance e Núcleo de Consciência Negra Tereza de Benguela.

Carolin Overhoff Ferreira é professora no departamento de História da Arte na EFLH/Unifesp, Campus Guarulhos. É autora dos livros Identity and Difference – Transnationality and Postcoloniality in Lusophone Films (Lit Verlag, 2012), Diálogos africanos – um continente no cinema (CCBB, 2012) e Neue Tendenzen in der Dramatik Lateinamerikas (Vistas, 1999), entre outros.  
 
Daniel Lima é artista visual e doutorando em Meios e Processos Audiovisuais pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Desde 2001 cria intervenções e interferências no espaço urbano. Membro fundador de A Revolução Não Será Televisionada, Política do Impossível e Frente 3 de Fevereiro. Dirige a produtora e editora Invisíveis Produções. www.danielcflima.com

Diane Lima é curadora independente, pesquisadora e diretora criativa. Os projetos mais recentes incluem a imersão em processos criativos AfroTranscendence já realizado no Galpão Video Brasil e no Red Bull Station;  o Festival de Cinema Africano do Vale do Silício; o programa de conscientização racial A.Gentes e a curadoria da exposição Diálogos Ausentes Rio de Janeiro e São Paulo, ambas iniciativas do Itaú Cultural..

Fabiana Lopes é radicada em Nova York e São Paulo, Fabiana Lopes é Curadora Independente e Doutoranda em Estudos de Performance pela New York University (Universidade de Nova York). Com interesse geral pela produção artística contemporânea da América Latina, Fabiana está atualmente pesquisando a produção de artistas Afro-Brasileiros contemporâneos. Nos últimos anos, Fabiana ocupou o cargo de Assistente Curatorial na coleção particular Colección Patricia Phelps de Cisneros e também na Simon Watson Arts, ambos em Nova York. Seus projetos mais recentes incluem a curadoria da exposição Lidia Lisboa: em tramas, Galeria Rabieh, São Paulo (2015), e da performance Bombril de Priscila Rezende, como parte da exposição Limite Zero, Galeria Rabieh, São Paulo (2014); a palestra Black Performance in Brazil: Hidden Stories and the Rough Vibrancy of Now, The Graduate Center – CUNY, New York (2017) and Performa 15, New York (2015). Fabiana também contribuiu com as exposições e projetos curatoriais Made by…Feito por Brasileiros, Cidade Matarazzo, São Paulo (2014), Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948—1988, MoMA, Nova York (2014), Sensitive Geometry: Brazil 1950s—1980s.

Gilberto Alexandre Sobrinho é professor do Instituto de Artes, atua na Pós-Graduação em Multimeios e na Graduação em Midialogia. Publicou O autor multiplicado, um estudo sobre os filmes de Peter Greenaway e Cinemas em redes: tecnologia, estética e política na era digital. É cineasta e coordena o Grupo de Pesquisa NACID – Narrativas Audiovisuais e Construções de Identidades.

Karla Bessa é pesquisadora do Núcleo de Estudos de gênero Pagu, da Universidade Estadual de Campinas. Estuda as relações entre humor, corpo e formas de subversão das normas de gênero/sexualidade. É coordenadora do projeto CinePagu e professora do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais e Multimeios, ambos da Unicamp.

Kênia Freitas é Pós-doutoranda do programa de Mestrado da Universidade Católica de Brasília. Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Mestre em Multimeios pela Unicamp. Formada em Comunicação Social/Jornalismo, na Ufes. Realizou a curadoria das mostras "Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica" (2015/ Caixa Belas Artes/SP), "A Magia da Mulher Negra" (2017/Sesc Belenzinho/SP) e Diretoras Negras no Cinema brasileiro (2017/Caixa cultural/DF). Escreve críticas cinematográficas para o site Multiplot! Integra o Elviras - Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Noel dos Santos Carvalho é professor de produção de cinema e audiovisual na Unicamp. É graduado em Ciências Sociais (USP), Mestre em Multimeios (UNICAMP) e Doutor em Sociologia (USP). 

Sylvia Furegatti é artista visual e docente do Departamento de Artes Plásticas e do Programa de Pós Graduação em Artes Visuais. Atualmente, ocupa o cargo de Diretora do Museu de Artes Visuais da UNICAMP. É coordenadora nacional do GEAP BR – Grupo de Estudos sobre Arte Pública no Brasil.

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